Política e criminalidade: Como a questão criminal influenciará o futuro presidente

Em um ano decisivo como 2018, a questão da criminalidade ganha ainda mais destaque nos noticiários de todo o país; afinal, é compreensível o desejo da população de saber o que pensam e quais são os projetos dos candidados a presidente do Brasil para tentar minimizar a situação caótica em que se encontra nosso pais.

Baseado nesta preocupação popular, o jornal “Folha de São Paulo” produziu uma matéria em que detalha como a situação criminal será prioridade para o próximo líder do poder Executivo.

Segundo a matéria, as facções criminais e crimes violentosdevem ser uma prioridade da próxima gestão pública; por isso, algumas instituições elaboraram um documento com propostas que poderão ajudar o novo presidente no desenvolvimento de estratégias para combater a criminalidade, com objetivo que algumas destas propostas possam ser analisadas e, quem sabe, entrem em vigor já no início da próxima gestão.

Entre os principais pontos apresentados, estão itens como integrar a gestão de segurança, criar uma estrutura para melhorar o combate ao crime organizado, a reestruturação do sistema prisional, uma análise da política anti-drogas e a ampliação do controle de armas.

Segundo as instituições, um dos pontos de maior preocupação é que durante os debates, a maioria dos candidados não busca aprofundar seus discursos em propostas reais e realizáveis para a contenção da situação da violência, limitando-se essencialmente a tratar do porte de armas de fogo ou o consumo de entorpecentes. Porém, faz-se necessário um olhar muito mais amplo, e que aborde fatores essenciais como a capacitação de polícia civil e militar ou a estrutura prisional brasileira, para que as ações de intervenção sejam muito mais eficientes e assertivas, voltando a prática policial muito mais para a perícia do que para a contenção de danos, para que assim se consiga solucionar ou evitar que os crimes aconteçam, não apenas minimizar o impacto dos problemas causados.