O Palmeiras e o crime de falso testemunho

A final do Campeonato Paulista de futebol de 2018 tinha tudo para ser um evento esportivo como outro qualquer: Palmeiras e Corinthians se enfrentariam em uma partida acirrada diante de torcidas empolgadas. Porém, o evento que tinha tudo para dar certo, foi influenciado pela ação do árbitro que, em certo ponto da partida, marcou um pênalti em favor do Palmeiras, após longos momentos de agitação, debate acirrado em campo e contato com um membro da arbitragem que estava fora do campo.

Este pênalti, que foi decisivo para a vitória do Corinthians, está sendo questionado judicialmente pelo Palmeiras, já que o time acredita ter ocorrido a influência de terceiros na decisão do árbitro (algo ilegal na legislação esportiva deste campeonato por decisão dos times participantes da Federação Paulista de Futebol).

Após as primeiras fases de investigação e depoimentos realizados, por não ter ocorrido uma confissão real da interferência de terceiros na avaliação do lance, além de inúmeros depoimentos contraditórios, decidiu-se por manter o resultado original do jogo,

O Palmeiras entrou com um recurso criminal e pede a investigação por falso testemunho, a fim de provar que por ação externa houve a interferência no andamento e resultado da partida.

O crime de falso testemunho é resguardado no artigo 342 do Código Penal, e inclui negar ou não oferecer resposta quando há o questionamento de autoridade criminal. Neste caso, a alegação do Palmeiras é que as informações que estavam sendo transmitidas ao vivo pela televisão puderam ser utilizadas para auxiliar na condução do jogo e por consequência na vitória do Corinthians. Por isso, a nova fase da investigação que está abalando as estruturas do futebol nacional agora sai do campo do direito esportivo e segue para a esfera criminal, onde certamente será analisada a coerência dos depoimentos conforme o solicitado pelo time paulista.

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