O Brasil está na posição de segunda maior vítima de crimes cibernéticos

Quando se trata de crimes cibernéticos, o Brasil infelizmente figura em uma posição de destaque, sendo o segundo país com maiores perdas com crimes cibernéticos no mundo, perdendo apenas para a China.

Segundo um levantamento realizado, o perfil da vítima de crimes cibernéticos é um jovem Millenial, que costumeiramente está cercado de equipamentos eletrônicos e busca realizar de forma remota boa parte de suas atividades diárias.

Se por um lado esta pessoa é entusiasta por tecnologia, que busca estar a frente dos lançamentos, quando se trata da segurança de suas operações, este se torna descuidado, utilizando a mesma senha em inúmeras situações ou compartilhando suas contas pessoais com terceiros. Ou seja, em comum está a sensação de inatingibilidade, que um crime cibernético nunca irá atingi-los.

Segundo a pesquisa realizado, mais da metade dos brasileiros entrevistados compartilha as senhas, e muitos têm como hábito manter um registro das senhas em um papel, ou até utilizar a mesma senha para todas as contas que possuem.

Embora seja recorrente o temor dos entrevistados em relação à segurança de seus dados bancários, muitos compartilham os dados de acesso de contas virtuais com terceiros.

Este tipo de comportamento auxilia (e muito) na vulnerabilidade de dispositivos eletrônicos e contas pessoais, já que utilizar uma mesma senha em várias contas torna mais simples o processo de invasão em contas variadas, afinal, é preciso menos esforço e investimento para descobrir as outras senhas após saber da primeira.

A falta de cuidado com as senhas em associação com o baixo cuidado com a segurança de conexões e redes fez com que em 2017 o Brasil tivesse uma perda de $22 bilhões de dólares em crimes econômicos virtuais (além, é claro, do imensurável valor do tempo despendido em solucionar os problemas, e do stress gerado a todas as partes atingidas).

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