Crimes financeiros e violência: a realidade de inúmeros idosos

A partir de 2003, os crimes contra idosos passaram a ter um resguardo legal específico, já que nele constam direitos das pessoas da terceira idade, além dos deveres dos familiares com aqueles que tanto já fizeram. Porém, nesta fase da vida que requer tantos e tão especiais cuidados, os idosos tendem a estar vulneráveis às mais diversas ações criminosas.

Os crimes, que vão desde agressões físicas até estelionato, são, segundo o relatado em reportagem muitas vezes cometidos por familiares, que deveriam ser os responsáveis pela integridade física e moral dos idosos. A proximidade familiar, além de tornar o idoso mais acessível ao criminoso, via de regra coibe a realização da denúncia, já que há a tendência de “não querer prejudicar” algum ente querido.

Porém, se dentro de casa eles estão vulneráveis à ação de familiares mal intencionados, quando se trata do convívio social, o risco é ainda maior. Não são raros os casos de roubo, furto e estelionato sofridos por pessoas da terceira idade, que se tornam alvo fácil, por exemplo, nas saídas de banco, já que muitas vezes possuem uma locomoção mais debilitada. No caso de estelionato, vê-se que é comum a existência de casos em que o idoso acredita em falsas promessas de benefícios variados, e por isso acabam precisando dispor de somas de dinheiro, sem nunca obter o ganho prometido.

A denúncia não precisa partir necessariamente do idoso ou de algum outro familiar que tenha identificado o ato ilícito, já que mesmo sem vínculo familiar é possível realizar uma denúncia anônima através do número 100 (do Ministério dos Direitos Humanos, que atende o Brasil todo durante 24 horas) ou no disque-denúncia de sua região. O importante é que nestes casos não haja omissão de nenhuma parte, para que possamos garantir um fim de vida mais seguro e tranquilo aos nossos idosos.

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