Como um cão herói resolveu o roubo a taça Jules Rimet

Um dos mais relevantes crimes da história do esporte mundial foi o roubo da taça comemorativa da Copa do Mundo de Futebol. A Taça Jules Rimet, que representa a deusa grega da vitória, Nice, possui 3,8 quilos de ouro, por isso, além do valor simbólico, possui um elevadíssimo valor pelos metais utilizados em sua constituição.

Antes de ser entregue em definitivo ao Brasil, em comemoração ao tricampeonato de futebol, a taça ficava em exposição no pais vencedor da copa durante algum tempo, e percorria o mundo em exposições, até ser levada ao próximo pais-sede deste evento esportivo. Em 1966, ela estava em exposição na Inglaterra, e apesar da intensa vigilância, foi roubada em 20 de março de 1966, em situação que até hoje não foi claramente esclarecida.

Como aconteceu?

Decorria um evento religioso no mesmo prédio em que a taça estava exposta, o que fez com que por algum tempo a sala em que ela estava ficasse vazia. Assim, o ladrão conseguiu arrebentar o cadeado que protegia o expositor e levar a taça.

Apesar da intensa investigação, a Scotland Yard, a polícia inglesa, não conseguiu descobrir quem cometeu o delito ou onde estava a taça, havendo apenas um bilhete, onde a quantia de 15 mil libras era pedida como resgate, e caso não fosse paga, a taça seria derretida. Em uma operação arriscada, um resgate falso foi pago e Edward Betcheley foi preso, porém em nenhum momento revelou o paradeiro da taça ou quem eram seus comparsas.

E onde estava a taça?

O caso foi solucionado com a ajuda do cãozinho Pickles. Enquanto passeava com seu dono, o senhor David Corbett, Pickles encontrou a taça Jules Rimet atrás de um arbusto, enrolada em jornais.

O cãozinho recebeu inúmeras homenagens, além do fornecimento de ração vitalício. No local onde está enterrado, seu dono afixou uma placa, que em tradução livre diz: “Pickles, que encontrou a taça da Copa do Mundo em 1966”.